Autoridades responsáveis pela proteção da vida selvagem na Austrália confiscaram mais de 100 mil baratas ilegalmente traficadas durante uma operação contra um criador comercial. Segundo as autoridades, a apreensão no estado de Nova Gales do Sul incluiu baratas-sibilantes de Madagascar e baratas-dubia.
A importação, posse, criação ou comercialização dessas duas espécies é proibida pela legislação australiana. O valor estimado dos animais capturados é de 142 mil dólares australianos (R$ 516 mil) no mercado ilegal.
A operação ocorreu em maio na cidade rural de Bathurst, a cerca de 200 quilômetros a oeste de Sydney. De acordo com os responsáveis, trata-se da maior apreensão de insetos exóticos ilegais já registrada no país.
A barata-sibilante de Madagascar, uma das maiores do mundo, pode atingir entre 5 e 7,5 centímetros de comprimento — significativamente maior do que a barata australiana comum, que chega a cerca de 3,6 centímetros.

mauro camicia/pexels
Alimento para répteis de estimação
A Austrália mantém algumas das medidas de biossegurança mais rigorosas do mundo nas fronteiras, com o objetivo de proteger sua fauna única e o setor agrícola contra espécies invasoras e doenças.
Pessoas flagradas tentando introduzir ilegalmente plantas, insetos ou animais no país podem enfrentar multas elevadas.
“Levamos muito a sério a nossa responsabilidade de proteger a biodiversidade única da Austrália e as violações da legislação ambiental nacional”, afirmou um porta-voz do departamento de Meio Ambiente.
As autoridades relataram ter observado a criação e o comércio ilegal de baratas exóticas destinadas à alimentação de répteis de estimação. Elas orientaram os donos desses animais a utilizarem alternativas legais, como grilos e baratas-de-madeira.
O departamento afirmou que os insetos apreendidos serão sacrificados.
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