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Câmara aprova acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de decreto legislativo sobre acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O pacto entre os dois blocos foi assinado em janeiro passado, no Paraguai, após mais de 25 anos de negociações.

A matéria, que segue ao Senado, estabelece que os blocos eliminem ou reduzam as tarifas de importação e exportação.

Mercosul e União Europeia reúnem 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 22,4 trilhões (aproximadamente, R$ 116 trilhões).

O acordo só passa a valer no Brasil após aprovação pelo Congresso e também pelo Parlamento Europeu, independentemente dos demais países.

Ao encaminhar votação favorável ao projeto pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), o deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) enfatiza que se trata de um acordo comercial é não de desenvolvimento.

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“Não é esse acordo comercial que está nos trazendo problemas no momento. Os problemas que o Brasil enfrenta são decorrentes de um equívoco criminoso da elite econômica que sempre governou este país, que nunca deu atenção à necessidade do desenvolvimento nacional. Essa elite econômica brasileira, se pudesse, venderia todas as suas indústrias e aplicaria o dinheiro no mercado financeiro. É uma mentalidade antinacional, contrária ao desenvolvimento do país, contrária ao fortalecimento da nossa economia”, justifica Renildo.

O parlamentar também ressalta o contexto no qual o acordo está sendo consolidado. “No momento em que vivemos, uma potência mundial, os Estados Unidos, comandados por Donald Trump, de maneira unilateral, desrespeitando todas as relações e todos os organismos multilaterais, estabelece tarifas absurdas contra todas as nações. Em decorrência, o mundo inteiro se movimenta, buscando novas parcerias, melhores condições de enfrentar essa quadra que o mundo está atravessando”, diz.

Renildo fala ainda sobre os prós e contra envolvendo a matéria. “Esse acordo, em uma parte, é muito vantajoso para o Brasil; em outra parte, não é, pois é vantajoso para a Europa. E ele é sensível para nós porque ele é desvantajoso para o Brasil justamente na área industrial, que é o ponto mais vulnerável da nossa economia”, explica.

Segundo ele, para alguns economistas, o Brasil vive hoje um processo de certa desaceleração da nossa indústria, “retração da nossa indústria”.

“O presidente Lula tem procurado enfrentar o assunto, tanto que apresentou a NIB (Nova Indústria Brasil), que é um esforço para que a indústria nacional tenha uma nova arrancada. E esse acordo nos coloca um enorme desafio, uma enorme tarefa, um enorme dever de casa”, finaliza.

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