Sindicatos: Porque a redução da jornada precisa ser central

Redistribuir tempo é tão civilizatório quanto redistribuir renda. E experiências mostram que seu sucesso depende da participação direta dos trabalhadores no processo. Qual o papel das organizações sindicais para desafiar a narrativa empresarial hegemônica?
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Sindicatos: Porque a redução da jornada precisa ser central

Redistribuir tempo é tão civilizatório quanto redistribuir renda. E experiências mostram que seu sucesso depende da participação direta dos trabalhadores no processo. Qual o papel das organizações sindicais para desafiar a narrativa empresarial hegemônica?
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Redução da jornada: que grupos sociais lideram as lutas

Entre comerciários e entregadores, as principais categorias à frente do combate, destaca-se a presença jovem e negra. Superexploração é constante: Chegam a enfrentar 60 horas semanais, sem pagamento extra. Por isso, cravaram duas greves históricas recentes
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Fim da escala 6×1: Uma luta também antirracista

Vítimas da precarização, trabalhadores negros seriam os mais beneficiados com a redução da jornada. Também seria possível combater outra desigualdade racial: a “pobreza de tempo”, que impacta na saúde mental e acesso à educação, alimentando um ciclo vicioso de exclusão
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Trabalhar menos para que a Terra descanse

A luta pela redução da jornada é também ecológica. Bruno Latour e Edgar Morin mostram que um novo regime climático exige também reorganizar produção e recursos – e priorizar, por exemplo, trabalhos com foco no cuidado com a natureza
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Fim da escala 6×1: O mito de que a economia quebraria

População terá mais acesso a tempo livre e estudo. Desigualdade de gênero será amenizada. Crescerá consumo de bens úteis a uma vida digna. Contra tudo isso, alega-se, sem bases reais, que não é possível sustentar a mudança. Quem é contra superar as jornadas primitivas?
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Bares e restaurantes: por que a jornada precisa cair

Setor é marcado por pressão alta e constante sobre os trabalhadores – que ganham pouco e sofrem alta rotatividade. Quase todos são informais e precários, mas patrões rejeitam o fim da escala 6×1. Porém, estudo mostra dupla melhoria com a redução das horas trabalhadas
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A luta por tempo livre e o mito do capitalismo justo

Mesmo com o extraordinário avanço tecnológico, nunca se trabalhou tanto – reflexo direto do desmonte de direitos e chantagens patronais que abriram portas para jornadas primitivas. A luta contra a escala 6×1 é apenas a ponta do problema de uma batalha mais ampla
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Fim da escala 6X1: Onde estão os sindicatos?

Bandeira mostrou como a captura do tempo livre é central na exploração e soube interpretar vozes dos mais precarizados. O resultado foi visto nas ruas, Congresso e plebiscito popular. Sindicalismo estaria disposto a rever suas agenda e base a partir dos novos tempos?
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Radiografia da Grande Demissão à brasileira
Pedidos voluntários de desligamento começaram a disparar na pandemia. Maioria são mulheres e jovens. Chance real de empregos melhores é um fator. Mas também o adoecimento mental e o desejo de não viver só para trabalhar. 76% não se arrependem da decisão
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