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Brasil faz história e põe na prisão Bolsonaro e generais por trama golpista

Jair Messias Bolsonaro (PL) e os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, seus ex-ministros, iniciam, nesta terça-feira (25), o cumprimento da pena por tentativa de golpe de Estado. Esta é a primeira vez na história do Brasil que um ex-presidente e militares com essa patente pagarão por este tipo de crime.

Bolsonaro permanecerá preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está detido desde sábado (22) após tentar retirar a tornozeleira eletrônica. Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.

Os dois generais foram presos na tarde desta terça-feira (25) pela Polícia Federal (PF). Augusto Heleno é ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e Nogueira é ex-ministro da Defesa. Ambos foram encaminhados para o Comando Militar do Planalto, em Brasília.

Eles foram condenados em setembro, junto com Bolsonaro e outros golpistas, a respectivamente, 21 e 19 anos de prisão. A Justiça entendeu que todos praticaram os crimes de organização criminosa armada; golpe de Estado; tentativa de abolição do Estado democrático de direito; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

O cumprimento das penas ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) decretar o fim do processo (trânsito em julgado) sobre a tentativa de golpe, depois de ter se esgotado o prazo para a apresentação de recursos pelas defesas.

Além de Bolsonaro e dos dois militares, também tiveram seus processos encerrados e podem iniciar suas respectivas penas o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) — que é considerado foragido pela Justiça após viajar sem autorização para os Estados Unidos — e Anderson Torres, ex-ministro da Justiça no governo Bolsonaro. As condenações foram de 16 e 24 anos, respectivamente.

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