DEMOCRACIA E POPULISMO, o acerto de Marilena Chauí
O recém-lançado livro de pequenos ensaios e palestras da filósofa Marilena Chauí, “Democracia e Populismo: A nova classe trabalhadora”, pela Editora Cortez, traz à luz de forma didática e em poucas páginas (130) uma explicação sobre a importância da centralidade da luta pela preservação da democracia no Brasil e no mundo. Uma das principais intelectuais da história brasileira, filósofa e pesquisadora com dezenas de obras publicadas, a autora dispensa apresentações. No […]
Agrarismo e industrialismo: cem anos de um dilema que persiste
Nos idos de 1926, Octávio Brandão, dirigente do Partido Comunista do Brasil (PCB, nomenclatura usada pelo partido à época de sua fundação em março de 1922), lançou o livro Agrarismo e Industrialismo. Mais do que apontar a luta existente entre os dois setores econômicos, dois modos de produção que perpassaram e ainda perpassam a busca dos brasileiros pelo desenvolvimento econômico, mostra a ainda absurda subalternização de grande […]
O marxismo brasileiro pelo rastro dos livros
Em 1924, o Partido Comunista imprimiu em Recife uma brochura de Charles Rappoport, Noções do Comunismo, cuja contracapa trazia uma ordem curta: “Lede e fazei ler”. Dainis Karepovs colheu essa frase e a pôs como epígrafe de sua bibliografia[1]. A escolha tem peso de método. Ler e fazer ler são operações distintas, e a distância […]
Gramsci, antropologia e educação, resenha de Marcos Francisco Martins
MARTINS, M. F. Gramsci, antropologia e educação. Uberlândia: Navegando Publicações, 2026. Este livro é uma versão revisada da tese defendida pelo autor para se promover à categoria de “Professor Titular” junto à UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) campus Sorocaba/SP. Há nele um pessoal compilado introdutório ao legado político-pedagógico de Antonio Gramsci (1891-1937), que é […]
Certas tradutibilidades incontornáveis: breve comentário sobre o novo livro de Marcos Aurélio da Silva
Por Rita M. Coitinho A expressão que dá nome a essa breve apresentação da obra recém-lançada por Marcos Aurélio da Silva foi extraída da orelha do livro, escrita por Manoel Fernandes de Sousa Neto. Este chama atenção para o fato de que o trabalho de Silva promove, em um texto denso e relativamente curto, um reencontro com as categorias inovadoras tecidas por Milton Santos, cujas pistas estavam […]
‘O Último Azul’: Distopia, estranhamento, redenção (por André D. Pares)
O tema não é o etarismo, como parece, ele funciona como armadilha a uma simbolização cinematográfica palatável na atual conjuntura brasileira
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